Os cuidados
e manejos adequados de embalagens vazias de defensivos agrícolas
e a incineração de resíduos não recicláveis,
sem dúvida, exigem iniciativas para minorar ou até mesmo
solucionar seus impactos no ambiente. Com esta preocupação,
a AENDA se engajou ativamente junto com órgãos públicos
estaduais, prefeituras e outras entidades do setor rural no Programa
de Destinação Final das Embalagens Vazias de Agrotóxicos.
A Associação já contribuiu com recursos da ordem
de quase R$ 100.000,00 para os programas dos estados do Paraná,
São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul,
conforme valores abaixo relacionados:
- R$ 36.000,00 destinados
à Tamarana/PR;
- R$ 27.000,00 para Guariba
e Recicladora Dinoplast/SP;
- R$ 17.480,00 destinados
à Ass.Engºs. Agrºs. do Mato Grosso, Rondonópolis,
Primavera do Leste, Campo Novo dos Parecis, Campo Verde, Lucas do Rio
Verde/MT;
- R$ 9.200,00 para a Ass.
Engºs. Agrºs do Mato Grosso do Sul, Dourados, S.Gabriel D'Oeste/MS;
- R$ 3.900,00 destinados à
Soc. Agr. do Rio Grande do Sul, Passo Fundo/RS.
Urgência
no controle da Mosca Branca
Trata-se
de uma praga que ataca mais de 500 espécies de plantas e já
provocou prejuízo da ordem de U$ 2 bilhões à agricultura
dos Estados Unidos. No Brasil, a Mosca Branca, cujo nome científico
é Bemisia Argentifolii, já causou danos de R$ 500 milhões
na Região Nordeste, principalmente em cultivos de hortaliças
e frutíferas.
O problema tem preocupado autoridades, cientistas e produtores com a
disseminação do inseto em diversas lavouras. Tanto que,
o Ministério da Agricultura autorizou o uso emergencial dos seguintes
ingredientes ativos, quase todos de novíssima geração:
acetamiprid, buprofenzin, imidacloprid, piridaben, pyridaphention, pyriproxyfen,
thiamethoxan, bifenthrin, carbosulfan e a mistura traizophos + delthametrin.
AENDA,
ciente da questão e com base em pesquisas da EMBRAPA e na prática
internacional de combate a esta praga, solicitou ao MA a ampliação
da lista com a inclusão de produtos mais usuais: metamidofos,
dimetoato, disulfoton, furatiocarb, cipermetrina, acefato, fenitrotion,
forate, fenpropatrin, endosulfan, monocrotofos, ethion, aldicarb, fenavalerato,
buprofezin, clorpirifos, terbufos, carbofuran, e esfenvalerato.
Na opinião da entidade, é fundamental colocar à
disposição do agricultor brasileiro um grande número
de produtos, para que ele possa encontrar mais opções
no mercado. O rodízio entre produtos com modos de atuação
diferentes é uma orientação técnica básica
para o controle da Mosca Branca. E, diante da gravidade do problema,
espera-se que o Ministério da Agricultura implemente com agilidade
a proposta da Associação, de forma que a agricultura disponha
de instrumentos para serem utilizados ainda nesta safra (98/99).
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