O
ALTO CUSTO PARA REGISTRAR DEFENSIVOS GENÉRICOS
Um defensivo agrícola genérico para ser comercializado
no mercado precisa obter o registro de produto na esfera federal, ter
cadastramentos estaduais e recolher diversas taxas. Pela metodologia
atual, a análise de um processo, por parte dos órgãos
envolvidos, é lenta e complexa, envolvendo tempo e gastos consideráveis.
No patamar que está o custo de registro, a oferta diversificada
de produtos está diminuindo, uma vez que os registros tendem
a se concentrar nas empresas de maior poder econômico. Por este
motivo, a AENDA vem procurando sensibilizar os órgãos
envolvidos a adotarem a avaliação por similaridade para
os genéricos, segundo o procedimento internacional e que comprovadamente
reduz drasticamente os custos empresariais. O sistema atualmente em
vigor acaba por privilegiar as multinacionais, que já dispõe
da maioria dos testes exigidos, realizados globalmente, enquanto para
as empresas regionais o custo é total. Outra questão importante
é que mesmo nas empresas maiores, os orçamentos para registro
não tem considerado testes para cultivos menores, forçadas
a cortar gastos em razão do custo geral. Os maiores prejudicados
acabam sendo os agricultores e agrônomos que ficam sem alternativa
para controlar os problemas fitossanitários das culturas de menor
expressão econômica. No quadro abaixo, relacionamos a estimativa
de custo de registro atualizado de um produto genérico, contemplando
as exigências dos ministérios da Agricultura, Saúde
e Meio Ambiente e dos órgãos estaduais. Esse custo é
compost de um Produto Formulado (PF) e seu respectivo Produto Técnico
(PT). Foram considerados testes de eficiência e de resíduos
em 7 culturas agrícolas.
Ministério da Agricultura _________________________ R$ 14.700,00
testes de campo, 7 para PF = 14.700
Ministério da Saúde _____________________________ R$ 35.614,00
testes toxicológicos, 6 para PF e 6 para PT = 21.467
testes e análises de resíduos, 7 para PF = 12.600
Taxas = 1.538
Ministério do Meio Ambiente _____ R$ 210.597,00 a R$ 566.167,00
testes ecotoxicológicos, 24 para PF e 53 para PT = 154.997 a
510.567
Obs.: Esta variação decorre da aceitação
de literatura para alguns testes
Taxas = 55.600
Cadastros Estaduais ______________________________ R$ 7.000,00
Administração __________________________________ R$ 29.200,00
Viagens e recursos humanos, duração 2 anos = 29.200
Total ___________________________
R$ 297.111,00 a R$ 652.681,00
QUÍMICA
SAMARITÁ DE OLHO NO MERCADO
A indústria Química Samaritá , pequena e dinâmica
empresa que atua nos setores químico e agrícola, associada
da AENDA, está otimista quanto ao crescimento nos dois setores
onde opera. "Acreditamos que o mercado crescerá este ano
e também no próximo, apesar das turbulências da
economia brasileira e da crise internacional, tanto que, ampliaremos
área de processamento com a implantação de uma
nova unidade industrial para atender à demanda da área
química em 1999", explica Alberto dos Santos, diretor industrial
da empresa.
A Química Samaritá fundada em 1985, em Artur Nogueira,
SP, fone (19) 887-1109. Com um enxuto quadro de 53 funcionários,
a empresa cobre eficientemente a demanda de seus clientes em 9 estados,
das áreas agrícola e química. Na divisão
química apresenta produtos para tratamento biológico de
efluentes industriais, atendendo, principalmente, às empresas
de papel, bebidas, refrigerantes e galvanoplastia, além de microelementos
para tratamento de superfícies metálicas, fosfatos e ácido
fosfórico. No setor agrícola, produz fungicida à
base de enxofre para citrus, sob a forma de pó molhável
e líquido, além de adubos líquidos, foliares quetalizados,
nutrientes para fertirrigação, mistura de grânulos
(N-P-K) para qualquer cultura e espalhante adesivo.
De olho no mercado e na melhoria do desenvolvimento de produtos aos
clientes, para crescer frente a uma competição cada vez
mais acirrada entre as empresas, a Química Samaritá também
coloca à disposição do mercado seus equipamentos
de micronização para prestação de serviços
industriais.
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