Nº 078

Fevereiro/2005
PREÇOS 2004

Foi forte a demanda por defensivos agrícolas em 2004. Estima-se um salto de 33% no faturamento total das empresas, o que faria o mercado passar do patamar dos US$ 4 bilhões. Vamos aguardar a apuração e depuração dos números. É visível, todavia, o crescente esforço no campo, através do uso correto de defensivos, para assegurar os rendimentos incrementados pelo melhoramento nas sementes, racionalidade nos adubos e outras técnicas de cultivo.

Estudo da variação entre Outubro.2003 e Outubro.2004 (*)
Grupos
variação média
preços correntes
Out. 2002 a Out. 2003
Nº de produtos abaixo e acima da variação IGP-DI
Abaixo
Acima
Herbicidas
+ 4,0 %
41
04
Acaricidas
+ 5,3 %
07
03
Fungicidas
+ 3,2 %
23
04
Inseticidas
+ 2,7 %
34
00
Reguladores
+ 0,8 %
04
00
TOTAL DE PRODUTOS
109
11
(*) Tabela baseada nas pesquisas de preços do convênio IEA/FUNDEPAG/AENDA

Como se vê, apesar da alta do petróleo, refletida em algumas matérias-primas, e da variação do EURO que foi de +10,5% frente ao REAL no período (lembramos que as 3 maiores empresas no Brasil são européias e somaram 45% do mercado em 2003), o agricultor brasileiro não sentiu esse impacto nas suas aquisições de defensivos, tal qual ocorreu nos fertilizantes.

O grupo HERBICIDAS apresentou uma variação em média 7 pontos percentuais abaixo da variação do IGP-DI do mesmo período. Individualmente, vale a pena destacar o caso do Imazetapir, cujo preço caiu 18,5%, em face da ampliação da concorrência (em 2004 foram ofertados: PIVOT/BASF, ZETHAPYR/AGRIPEC, VEZIR/MILENIA, IMAZETHAPIR PLUS/NORTOX e DINAMAZ/CHEMINOVA). E, o herbicida mais usado - Glifosato, recuperou seu preço em 11,08%, mercê ainda da medida anti-dumping em vigor contra as importações da China, mesmo assim, ficou abaixo da variação do IGP-DI.

Os ACARICIDAS, em média, ficaram 5,7 pontos abaixo do IGP-DI.

OS FUNGICIDAS também estiveram comportados, com um aumento médio apenas de 3,2%, portanto 7,8 pontos percentuais abaixo do IGP-DI. Os produtos cúpricos (Oxicloreto e Hidróxido de Cobre) fugiram da média, com aumentos de até 27% em decorrência da disparada nos preços do cobre, usado como matéria-prima (o tubo de cobre subiu cerca de 62% no mesmo período). O mercado de fungicidas teve um extraordinário crescimento, impulsionado pela proliferação da ferrugem da soja, e, diga-se de passagem, que apesar da excassez pontual de produtos (algumas empresas tiveram de importar por via aérea para suprir o mercado) não foram detectados aumentos distantes da média nesse grupo, até out.2004.

Os INSETICIDAS variaram apenas 2,7% em média, ou seja, 8,3 pontos abaixo do índice geral de preços. As iscas formicidas fraudulentas continuam a atrapalhar o mercado de Sulfluramida e Fipronil neste segmento, que tiveram retração nos preços entre 6 e 10%, em revendas e cooperativas.

Os REGULADORES DE CRESCIMENTO, em média, praticamente mantiveram os preços inalterados, inclusive, ficando 10,2 pontos abaixo do índice geral de preços.

Para a presente análise foram compilados dados de 120 marcas comerciais que cobrem o universo de 104 ingredientes ativos ou misturas destes, coletados em quase uma centena de revendas e cooperativas, no Estado de São Paulo. Apenas 8 estados da federação adquirem 88,2% em termos quantitativos de todos os ingredientes ativos comercializados no país. São Paulo representa 22,7% do total.

AENDA - Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos