Foi forte a demanda por defensivos
agrícolas em 2004. Estima-se um salto de 33% no faturamento
total das empresas, o que faria o mercado passar do patamar dos US$
4 bilhões. Vamos aguardar a apuração e depuração
dos números. É visível, todavia, o crescente
esforço no campo, através do uso correto de defensivos,
para assegurar os rendimentos incrementados pelo melhoramento nas
sementes, racionalidade nos adubos e outras técnicas de cultivo.
Estudo
da variação entre Outubro.2003 e Outubro.2004
(*) |
Grupos |
variação
média
preços correntes
Out. 2002 a Out. 2003 |
Nº
de produtos abaixo e acima da variação IGP-DI |
|
|
Abaixo |
Acima |
| Herbicidas |
+ 4,0 % |
41 |
04 |
| Acaricidas |
+ 5,3 % |
07 |
03 |
| Fungicidas |
+ 3,2 % |
23 |
04 |
| Inseticidas |
+ 2,7 % |
34 |
00 |
| Reguladores |
+ 0,8 % |
04 |
00 |
| TOTAL DE PRODUTOS |
109 |
11 |
(*) Tabela
baseada nas pesquisas de preços do convênio IEA/FUNDEPAG/AENDA
|
Como se vê, apesar da alta do petróleo,
refletida em algumas matérias-primas, e da variação
do EURO que foi de +10,5% frente ao REAL no período (lembramos
que as 3 maiores empresas no Brasil são européias e
somaram 45% do mercado em 2003), o agricultor brasileiro não
sentiu esse impacto nas suas aquisições de defensivos,
tal qual ocorreu nos fertilizantes.
O grupo HERBICIDAS apresentou uma variação
em média 7 pontos percentuais abaixo da variação
do IGP-DI do mesmo período. Individualmente, vale a pena destacar
o caso do Imazetapir, cujo preço caiu 18,5%, em face da ampliação
da concorrência (em 2004 foram ofertados: PIVOT/BASF, ZETHAPYR/AGRIPEC,
VEZIR/MILENIA, IMAZETHAPIR PLUS/NORTOX e DINAMAZ/CHEMINOVA). E, o
herbicida mais usado - Glifosato, recuperou seu preço em 11,08%,
mercê ainda da medida anti-dumping em vigor contra as importações
da China, mesmo assim, ficou abaixo da variação do IGP-DI.
Os ACARICIDAS, em média, ficaram 5,7 pontos
abaixo do IGP-DI.
OS FUNGICIDAS também estiveram comportados,
com um aumento médio apenas de 3,2%, portanto 7,8 pontos percentuais
abaixo do IGP-DI. Os produtos cúpricos (Oxicloreto e Hidróxido
de Cobre) fugiram da média, com aumentos de até 27%
em decorrência da disparada nos preços do cobre, usado
como matéria-prima (o tubo de cobre subiu cerca de 62% no mesmo
período). O mercado de fungicidas teve um extraordinário
crescimento, impulsionado pela proliferação da ferrugem
da soja, e, diga-se de passagem, que apesar da excassez pontual de
produtos (algumas empresas tiveram de importar por via aérea
para suprir o mercado) não foram detectados aumentos distantes
da média nesse grupo, até out.2004.
Os INSETICIDAS variaram apenas 2,7% em média,
ou seja, 8,3 pontos abaixo do índice geral de preços.
As iscas formicidas fraudulentas continuam a atrapalhar o mercado
de Sulfluramida e Fipronil neste segmento, que tiveram retração
nos preços entre 6 e 10%, em revendas e cooperativas.
Os REGULADORES DE CRESCIMENTO, em média, praticamente
mantiveram os preços inalterados, inclusive, ficando 10,2 pontos
abaixo do índice geral de preços.
Para a presente
análise foram compilados dados de 120 marcas comerciais que
cobrem o universo de 104 ingredientes ativos ou misturas destes, coletados
em quase uma centena de revendas e cooperativas, no Estado de São
Paulo. Apenas 8 estados da federação adquirem 88,2%
em termos quantitativos de todos os ingredientes ativos comercializados
no país. São Paulo representa 22,7% do total.