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VENDA
MUNDIAL DE PESTICIDAS EM 2004 – Fonte: revista AGROW
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EMPRESAS
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US$
Bilhão
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EMPRESAS
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US$
Bilhão
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| Bayer |
6,12 |
FMC |
0,70 |
| Syngenta |
6,03 |
Cheminova |
0,68 |
| Basf |
4,14 |
Nissan
Chem |
0,39 |
| Dow |
3,36 |
Kumiai
Chem |
0,37 |
| Monsanto |
3,18 |
Ishihara
S. Kaisha |
0,36 |
| Du
Pont |
2,21 |
Sipcam |
0,34 |
| Makhteshim-Agan |
1,35 |
Nippon
Soda |
0,33 |
| Sumitomo
Chem |
1,30 |
Nihon
Nohiyaku |
0,32 |
| Nufarm |
1,06 |
Crompton |
0,32 |
| Arysta |
0,79 |
Hokko
Chem |
0,30 |
INTRODUÇAO
As indústrias de pesticidas através da tecnologia
ajudam a dominar as pragas que disputam alimento conosco. Como
é da natureza de qualquer negócio, neste também
há constante movimentação impulsionada
por disputas entre as empresas. Desse entrechoque de aspirações
legítimas e ambições gananciosas se forma
o mercado. Hoje, de modo simplista, podemos dividir o mercado
em grandes empresas de R&D (abreviação inglesa
para pesquisa e desenvolvimento) e empresas copiadoras (ditas
de produtos genéricos). É claro que existem algumas
poucas interfaces, como companhias menores de R&D e grandes
empresas copiadoras. As empresas com faturamento anual acima
de US$ 300 milhões compõem as 20 maiores em escala
global; e, destas, 9 faturam acima de US$ 1 bilhão. É
esse time de empresas que defende a ferro e fogo o território
mercadológico conquistado.
Vamos repassar
aqui em 3 editoriais, as estratégias mais empregadas
para dificultar o avanço de concorrentes menores que
tentam emergir aqui e ali. Não é leitura recomendada
a formandos interessados em trabalhar em uma dessas grandes
empresas.
As estratégias
utilizadas são variadas; neste editorial vamos tratar
só das tacadas comerciais:
REDUÇÃO DE PREÇOS
O preço de um novo ingrediente ativo tende a ser o mais
alto possível, nos limites do contexto do tabuleiro mercadológico,
para atender o anseio dos acionistas e para que a empresa possa
reinvestir em pesquisa e desenvolvimento. Mas, a sociedade colocou
freios temporais, ditando 20 anos de exclusividade, não
mais. É uma corrida para ganhar o máximo possível,
pois quando o fim desse período se aproxima, é
preciso rever a situação e refazer as contas.
Os malditos empresários copiadores de inventos ameaçam
compartilhar o mercado. São abutres que ficam de olho
no fim das patentes para bicar o gordo lucro, até então
de um dono só. Miseráveis!
Bem, o jeito é reduzir o preço, de forma que desestimule
alguns desses rapineiros.
E, esse controle de preço vai sendo feito com a mão
no dial de ajuste fino, conectado aos acontecimentos do mercado,
atentando para uma redução tão pequena
quanto possível.
PRAZOS
DE VENDA
Em países com altas taxas de juros nos empréstimos
bancários, como é o caso brasileiro atualmente,
as grandes empresas vendem seus produtos a prazos de safra,
ou seja, os agricultores pagam os pesticidas após venderem
suas colheitas. Os juros cobrados são bem convidativos,
bem abaixo dos juros dos bancos. As empresas de menor capital
não conseguem competir contra esta estratégia
de poderio econômico e diminuem sua participação
no mercado. E a concorrência vai minguando!
CONTROLE
DO SUPRIMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Paralelamente, é possível usar os poderosos tentáculos
da grande e global empresa para controlar as matérias-primas
ou produtos químicos intermediários chaves. Se
a matéria-prima é rara ou se a fabricação
do intermediário é limitada a poucos fornecedores
a tarefa é relativamente fácil. Para quem tem
poderio financeiro, bem entendido.
ADQUIRINDO
OU FORMANDO NEGÓCIOS DE GENÉRICOS
Nos anos 90 as empresas de R&D passaram também a
adquirir um negócio de genérico já estabelecido
em mercados expressivos para o produto em questão, e,
assim, evitar um desgaste de preço muito rápido
para o seu produto recém entrado em domínio público.
Ou, passaram a formar um negócio próprio de genéricos.
Você passa a ser seu próprio concorrente, o que
lhe dá conhecimento e vantagem contra os terceiros e
quartos e quintos concorrentes que poderão surgir.
VENDA
DE PRODUTO COM PATENTE EXPIRADA
Quando um produto, entretanto, não tem mais um importante
interesse para a empresa de R&D (ela pode estar preparando
um produto substitutivo, ou a derrocada de preço é
muito previsível, por exemplo), ela pode optar por vender
o produto a companhias de genéricos. A negociação
pode envolver fábricas e direitos regionais ou mesmos
globais.
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No
próximo editorial: A arte da dominação
- Parte II – jogando com a regulamentação.
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