CONCEITO

O mercado de defensivos agrícolas é disputado por dois grupos de produtos: aqueles sob patente e os produtos em domínio público

Os produtos sob patente, são protegidos por períodos de exclusividade. No Brasil esse período, que era de 15 anos, passou recentemente a 20 anos. Portanto, durante duas décadas nenhum outro fabricante pode ofertar esse produto, salvo se houver concessão por parte do inventor e uma correspondente compensação financeira. Nesta condição de oferta, o preço tende a permanecer estável, o que permite ao inventor ter altas margens de lucro para compensar o investimento realizado. Existe um sub grupo, conhecido por produto especialidade, representado por produtos já sem patente, porém ofertados por um único fabricante. Este sub grupo, também, tende a ter preços estáveis ao longo dos anos.

Por outro lado, os produtos em domínio público são aqueles com patente expirada e, se ofertados por vários fabricantes que conseguiram desenvolver a tecnologia e ter acesso às matérias primas e outras substâncias intermediárias passam a ser considerados genéricos.

Os defensivos agrícolas genéricos representam mais de 70% em volume negociado no mundo, impulsionados pela concorrência crescente com a agregação de novos fabricantes de um mesmo ingrediente ativo, mas também lastreados em um conhecimento pleno da eficácia, limitações e efeitos de ordem toxicológica e ambiental, acumulado durante o uso no período de exclusividade. É claro que grande parte desses produtos continua sendo vendida pelo fabricante original. Estima-se que os fabricantes independentes detenham 15 a 20% do mercado global. A formidável força dos genéricos pressiona para baixo os preços dos produtos. Arrasta, não só o preço dos próprios produtos genéricos similares, mas também obriga o reposicionamento de preço dos produtos de oferta exclusiva (sob patente e especialidades), em razão da relatividade de ganhos que o agricultor passa constantemente a comparar.

Evolução da Concorrência

Para acompanhar a evolução da concorrência no Brasil, resolvemos desenvolver esta página, apresentando uma tabela, dando o panorama do momento: quantas empresas estão ofertando produtos com um determinado ingrediente ativo? Uma, duas ou mais?

Veja o quadro-resumo comparativo.

 
Ano 2000
Ano 2002
Ano 2003
Ano 2004
Ano 2005 Ano 2006 Ano 2007 Ano 2008
Ano 2009
1 OFERTANTE
Ing. Ativos 290 (73%) 300 (75%) 309 (74%) 317 (74%) 328 (74%) 335 (74%) 328 (74%) 337 (73%) 339 (73%)
2 OFERTANTES
Ing. Ativos 051 (13%) 050 (12%) 054 (13%) 057 (13%) 055 (13%) 058 (13%) 052 (12%) 049 (11%) 049 (11%)
3 OU MAIS OFERTANTES
Ing. Ativos 055 (14%) 051 (13%) 054 (13%) 054 (13%) 055 (13%) 057 (13%) 063 (14%) 072 (16%) 073 (16%)
Ing. Ativos - TOTAL 396(100%) 401(100%) 417(100%) 428(100%) 438(100%) 450(100%) 443(100%) 458(100%) 461(100%)

Também é importante frisar que a grande lista de ingredientes ativos foi dividida em 5 categorias para facilitar a busca do interessado nos produtos que se distinguem dos defensivos agrícolas químicos. Assim, a tabela mostra em sequência:
-- ESPALHANTE ADESIVO / ADJUVANTE
-- SEMIOQUÍMICOS (Feromônios e aleloquímicos)
-- PROTETORES
-- BIOLÓGICOS
-- QUÍMICOS

Veja agora um trecho da nova tabela.
Você poderá examinar essa tabela completa ativando o download.

INGREDIENTE ATIVO
MARCA COMERCIAL
1 ofertante
2 ofertantes
3 ou mais ofertantes
Cihexatina   Acamarte (Sipcam-Isagro)
Acaristin (Sipcam-Isagro)
Cyhexatin 500 (Arysta)
Sipcatin 500 SC (Sipcam- Isagro)
 
Cipermetrina     Arrivo 200 EC (FMC)
Cipermetrina Nortox 250 EC (Nortox)
Cipertrin (Prentiss)
Commanche 200 EC (FMC) Cyptrin 250 CE (Agripec) Formicida Fumacê (Ecco Control)
Galgotrin (Chemotécnica)
Nor-trin 250 EC (Dow)
Perito (DVA Agro)
Ripcord 100 (Fersol)
Ripcord 100 SC (Fersol)
Cipermetrina + Profenofos Polytrin (Syngenta)
Polytrin 400/40 CE (Syngenta)
   


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