Controle da vassourinha-de-botão deve ser feito com integração de diferentes estratégias de manejo em pré e pós-emergência
Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadoras da Embrapa Agrossilvipastoril (MT), da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) reuniu recomendações para o manejo da vassourinha-de-botão (Borreria spinosa) em sistemas produtivos de soja e milho. A planta daninha vem se tornando um problema nas lavouras de Mato Grosso e da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Fernanda Ikeda, a B. spinosa é uma espécie de difícil controle, principalmente quando se torna adulta, por isso, o controle deve se iniciar logo que se observam plantas nas beiras de estradas e talhões para que não se disseminem para o interior dos talhões. Para isso, além da dessecação em pré-semeadura, ainda seria possível associar o manejo em pós-emergência de plantas adultas nas culturas da soja e milho nas bordas dos talhões.
O manejo em pós-emergência de plantas daninhas adultas não é uma opção comumente utilizada, mas, dadas as características da vassourinha-de-botão, a pesquisadora recomenda que se utilize essa estratégia de controle, sobretudo quando a infestação se dá de forma localizada nas bordas da lavoura.
Práticas já recomendadas, como a rotação de mecanismos de ação e o controle cultural, com a inclusão de plantas forrageiras no sistema produtivo, como o consórcio de milho com braquiária, por exemplo, também são parte da estratégia para minimizar o problema com a invasora.
Uma publicação lançada pela Embrapa e disponível para download gratuito traz de forma detalhada recomendações de herbicidas, que podem auxiliar consultores agronômicos e produtores rurais a identificarem situações que melhor se assemelham àquela vivenciada por eles no campo. A publicação está disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1174732/manejo-de-vassourinha-de-botao-borreria-spinosa-na-sucessao-soja-milho
Fonte: Embrapa
Crédito da imagem em destaque: Fernanda Ikeda