Bactérias de ilhas no litoral paulista são testadas contra doenças da soja

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Entre as doenças-alvo estão a mancha-alvo, a podridão seca da haste e da vagem, a podridão de carvão da raiz e a mancha púrpura da semente

Pesquisadores da Esalq/USP identificaram nas ilhas de Alcatrazes e Palmas, litoral de São Paulo, bactérias do gênero Streptomyces spp. com potencial para combater pragas da soja. Os estudos incluem o emprego de compostos sintetizados pelos microrganismos no controle de doenças de forma sustentável e o uso das bactérias em produtos biológicos inovadores que complementam o manejo das doenças.

A pesquisa realizou a triagem de 20 cepas de Streptomyces spp., isoladas das ilhas, com potencial antagonista a importantes fitopatógenos da soja. Entre as doenças-alvo estão a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), a podridão seca da haste e da vagem (Phomopsis sojae), a podridão de carvão da raiz (Macrophomina phaseolina) e a mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii).

O engenheiro agrônomo Juan Lopes Teixeira, mestre pela Esalq e autor do estudo, destaca duas inovações: o uso de células vivas de Streptomyces spp. em produtos de primeira geração e o emprego de metabólitos secundários desses microrganismos para o controle de doenças em produtos de terceira geração.

Dos testes realizados, quatro cepas foram selecionadas para avançar no desenvolvimento de fungicidas de primeira geração, e uma cepa foi escolhida para a produção de um produto de terceira geração. Os resultados in vitro indicaram níveis de controle superiores a 53% em cultivos paralelos (feitos com diferentes culturas numa mesma área) e acima de 88% em cultivos cercados (em um espaço confinado). Para os metabólitos secundários, o controle ultrapassou 84%.

Fonte: Jornal da USP – Caio Albuquerque

Crédito da imagem em destaque: Divulgação Esalq 

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