Publicação da Embrapa aborda estratégias para controle de pragas do quiabeiro

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Desenvolvimento e implementação de um programa de Manejo Integrado de Pragas são importantes para a cadeia de valor do quiabeiro

Independentemente do sistema de produção adotado, convencional ou agroecológico, as plantas do quiabeiro hospedam vários insetos e ácaros, denominados comumente por pragas, que podem causar grandes perdas se não forem controlados adequadamente. 

Esse controle é o fio condutor da Circular Técnica nº 179 – “Recomendações para o controle de pragas do quiabeiro”, assinada pelos pesquisadores Miguel Michereff Filho e Carlos Alberto Lopes, da Embrapa Hortaliças,  e pelo professor Jorge Braz Torres, da Universidade Rural de Pernambuco.

A produção de quiabo no Brasil é estimada em cerca de 120 mil toneladas, sendo que Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro são considerados os maiores centros produtores. A importância de cada praga varia de acordo com a região, a época de cultivo e o sistema de produção, o que envolve práticas voltadas a afastar as pragas da lavoura, sem causar prejuízos do ponto de vista econômico, social e ambiental ao produtor.

Com descrições detalhadas e ilustrações sobre as principais pragas do quiabeiro, a publicação enfatiza o manejo do ambiente de cultivo no sentido da redução de perdas econômicas, da preservação do meio ambiente e da saúde de produtores e consumidores.

Conforme os autores, o controle químico não representa a única ferramenta para o manejo e o controle de pragas, que devem estar associados a outros métodos, sendo importante consultar um profissional para a prescrição e o uso dos produtos químicos para que não ocorram situações de excesso ou insuficiência.

É importante ressaltar que o desenvolvimento e a implementação de um programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) são importantes para a cadeia de valor do quiabeiro, especialmente para suprir a demanda por alimentos de qualidade e livre de contaminantes, respeitando-se o meio ambiente e a saúde do consumidor e do trabalhador rural”, resumem os pesquisadores. Nesse contexto, o aprimoramento do manejo da cultura envolve a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo.

Fonte: Embrapa – Anelise Macedo

Crédito da imagem em destaque: Carlos Alberto Lopes

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