Produtores do Canadá querem ação contra ataques ao glifosato

A recente decisão do Vietnã de proibir os agricultores de usar o glifosato – herbicida amplamente usado na agricultura brasileira – preocupou os agricultores do Canadá que exportam para aquele país asiático.

Artigo publicado em 18.04.2019, no The Western Producer (publicação que divulga os interesses dos agricultores do Oeste canadense, editada em Saskatoon) com o título “Novo ataque ao glifosato requer ação imediata”, diz que a decisão “é preocupante de três maneiras: parece depender de decisões estabelecidas por júris leigos em vez de ciência, parece aplicar-se também às importações, e pode ser o começo de uma tendência.”

Se o glifosato fosse proibido, diz a publicação, os fazendeiros lidariam de outras formas com as ervas daninhas, o que aumentaria a quantidade de carbono liberado na atmosfera ou usariam outros herbicidas piores para o meio ambiente. O Sri Lanka proibiu o glifosato em 2015 e voltou atrás em 2018, após uma drástica queda na produção de chá, informou a publicação.

O Health Canada – órgão oficial canadense na área da saúde – observou que nenhuma autoridade reguladora de pesticidas no mundo considera atualmente o glifosato como um risco de câncer para seres humanos nos níveis em que já estão atualmente expostos. O Glifosato não é genotóxico, divulgou em janeiro passado. O glifosato está entre os pesticidas mais extensivamente testados no mundo.

“Os opositores, ao querer uma revisão de vários cientistas independentes que pesquisaram o glifosato, fazem pressupor que centenas de pesquisadores em todo o mundo tenham conspirados uma teoria maior do que se o pouso na lua nunca tivesse acontecido.” registrou The Western Producer. Também disse que a proibição do glifosato “pode ser uma ferramenta política para reduzir as exportações.”

A reportagem ainda faz menções a tentativas de embargos por parte de países importadores de grãos canadenses alegando a presença de glifosato. Fatos que a matéria refuta, afirmando que os cultivos canadenses encontram-se entre os mais seguros do mundo.

Fonte: O Novo Oeste