As medidas de controle e contenção da planta, considerada uma das daninhas mais agressivas da agricultura, já estão sendo adotadas de forma integrada
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou a detecção de um foco de Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, em uma propriedade rural no município de Campo Erê, no oeste catarinense. Conforme comunicado, as medidas de controle e contenção da planta, considerada uma das daninhas mais agressivas da agricultura, já estão sendo adotadas de forma integrada.
De acordo com o gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev) da Cidasc, Alexandre Mees, a praga exige resposta imediata. “Trata-se de uma espécie com alto potencial de dispersão, grande capacidade reprodutiva e histórico de resistência a herbicidas. Por isso, a detecção precoce e a rápida adoção de medidas fitossanitárias são fundamentais para evitar sua disseminação”, afirma.
A confirmação laboratorial foi realizada por laboratório credenciado junto ao Ministério da Agricultura (MAPA), com base em análises morfológicas e moleculares, inspeção visual, consulta à bibliografia e/ou material de referência, exame visual, observação da morfologia sob microscopia e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Após a confirmação, a Cidasc iniciou a execução das medidas fitossanitárias previstas na legislação federal, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle do Amaranthus palmeri. Entre as ações adotadas estão a interdição da propriedade, a erradicação das plantas identificadas e um levantamento de delimitação em propriedades vizinhas.
O caruru-gigante chama atenção pela velocidade de crescimento – pode chegar a até três centímetros por dia – e pela alta capacidade de infestação por diferentes vias. Cada planta produz, em média, de 200 mil a 500 mil sementes, podendo ultrapassar 1 milhão.
As sementes permanecem viáveis no solo por anos, o que dificulta o controle após a introdução da praga em uma área. Devido a estas características é classificada no país como praga quarentenária presente. Foi identificado inicialmente no ano de 2015, no Estado do Mato Grosso, seguido do Mato Grosso do Sul em 2022, em fevereiro de 2026, no estado de São Paulo, e em março de 2026, em Santa Catarina.
Em caso de suspeita, produtores e técnicos devem comunicar à Cidasc pelo e-mail: didev@cidasc.sc.gov.br ou procurar o escritório local da companhia. Os contatos estão disponíveis no site oficial (cidasc.sc.gov.br/estrutura-organizacional).
Fonte: Revista Cultivar – Alessandra Carvalho