Ibama e Fundação Florestal atuam em conjunto para conter avanço de espécie, que ameaça biodiversidade nativa
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em um esforço conjunto com a Fundação Florestal de São Paulo no sentido de preservar a integridade dos ecossistemas costeiros, realizou em abril uma etapa crucial de monitoramento e combate à espécie exótica invasora Sonneratia apetala, popularmente conhecida como mangue-maçã.

A operação das instituições busca conter o avanço dessa planta, que é originária da Ásia e representa uma ameaça direta à biodiversidade brasileira devido ao seu crescimento acelerado e à sua elevada capacidade de competição por recursos.
Durante as ações realizadas de 15 a 17 de abril, a equipe técnica do Ibama aplicou metodologias avançadas para garantir a precisão no mapeamento da bioinvasão: mapeamento aéreo, análise especializada e validação terrestre, por meio de inspeções em campo para assegurar a consistência dos mapas gerados e subsidiar o planejamento das próximas remoções.
A atuação da Divisão Técnico-Ambiental, unidade dentro da estrutura da Superintendência do Ibama em São Paulo, é fundamental para a implementação da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras. Como o mangue-maçã foi identificado, até o momento, apenas nos manguezais de Cubatão (SP), na Baixada Santista, os especialistas acreditam que a erradicação total ainda é viável, desde que as ações de resposta rápida sejam mantidas.
Até o momento, o trabalho articulado entre o Ibama e a Fundação Florestal já resultou na retirada de mais de 700 árvores da espécie invasora. Além da supressão direta, o Ibama atua na identificação de novas áreas para intervenção e na testagem de tecnologias Inteligência Artificial para ampliar a escala dos levantamentos futuros.
Fonte: Ibama
Crédito da imagem em destaque: Ibama